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Nº 5714
Economia

BC eleva previs�o de infla��o para 6,7%

O Banco Central reavaliou para cima as projeções de metas para inflação deste ano e de 2003, de acordo com o relatório de inflação divulgado ontem. Os dados apontam que a projeção para a inflação, deste ano, subiu de 5,5% para 6,7%, ultrapassando a meta a

Por | Edição do dia 01/10/2002 - Matéria atualizada em 01/10/2002 às 00h00

O Banco Central reavaliou para cima as projeções de metas para inflação deste ano e de 2003, de acordo com o relatório de inflação divulgado ontem. Os dados apontam que a projeção para a inflação, deste ano, subiu de 5,5% para 6,7%, ultrapassando a meta acertada com o Fundo Monetário Internacional (FMI), de 3,5%, mais a margem de tolerância de dois pontos percentuais. O Banco Central prevê que a inflação no próximo ano ficará em 4,5%, acima do ponto central da meta de 4%, devido à alta volatilidade do câmbio. No relatório anterior, divulgado no dia 28 de junho, o BC estimava que uma inflação de 5,4% para este ano é de 2,4% em 2003. “A volatilidade da taxa de câmbio e de outros mercados continua a ser o principal foco de incerteza para as previsões de inflação, principalmente para 2003”, disse o documento. Para a inflação projetada para o final do terceiro trimestre, o BC manteve uma trajetória central acumulada em 12 meses de 7,7%. Para 2003, a projeção da inflação também foi elevada, de 2,6% para 4,5%, ultrapassando a meta firmada com o FMI, de 4%, mas ainda dentro da margem de tolerância para o ano de 2,5 pontos percentuais. Taxa de Juros As estimativas do relatório de inflação foram feitas com base na manutenção da taxa de juros em 18% ao ano e da taxa de câmbio vigente na véspera da reunião do Copom, em meados do mês, quando o dólar era cotado a R$ 3,20. De lá para cá, a moeda norte-americana continuou subindo, chegando, ontem, a ser cotada a R$ 3,955, novo recorde do Plano Real. A meta de inflação para este ano, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE, é de 3,5%, com 2 pontos percentuais de tolerância para cima ou para baixo. Para 2003, a meta foi fixada em 4%, com tolerância de 2,5 pontos percentuais. O BC também reduziu a previsão de crescimento econômico para este ano de 2% para aproximadamente 1,4%. O documento aponta ainda que houve um aumento das projeções de reajustes para os preços administrados pelo governo, como energia elétrica e telefonia. A projeção foi elevada de 8,1% para 9,3% em 2002, com contribuição de 2,9 pontos percentuais para o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), utilizado pelo BC para medir a inflação do País. Deste total de reajuste, 7,6% já foram aplicados até agosto deste ano.

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