Economia
Reajuste deve injetar R$ 47 bi na economia
São Paulo, SP ? O aumento de 14,13% no salário mínimo no ano que vem vai colocar cerca de R$ 47 bilhões em circulação no País, aponta o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em nota divulgada ontem. Serão beneficiados 47,6 milhões de pessoas que têm seus rendimentos referenciados no salário mínimo. De acordo com o Dieese, o impacto do aumento será sentido principalmente por servidores públicos municipais das regiões Norte e Nordeste. Do lado do governo, o reajuste vai provocar um aumento de R$ 19,8 bilhões na folha da Previdência Social, ou seja, para cada R$ 1 acrescido no salário mínimo, o custo dos benefícios cresce em R$ 257 milhões. O peso relativo da massa de benefícios equivalentes a 1 salário mínimo é de 46% da folha da Previdência, e isso corresponde a 68,2% do total de beneficiários, afirma o Dieese. A contrapartida, para o governo, é um aumento estimado em R$ 22,9 bilhões na arrecadação tributária sobre o consumo. Aumento deve beneficiar supermercados RODRIGO PETRY - AGÊNCIA ESTADO São Paulo, SP ? O aumento do salário mínimo deverá garantir ao setor de supermercados um crescimento da quantidade de produtos vendidos em 2012, em comparação a 2011. Com a perspectiva de preços estáveis, os consumidores terão à disposição mais recursos para suas compras nos supermercados, já que a inflação corrói o poder de compra, principalmente das classes de renda mais baixa. Diante deste cenário, as redes varejistas e as indústrias de alimentos e bebidas pretendem ampliar investimentos para atender essa expectativa de crescimento das vendas. ?Iniciar o ano com aumento da renda é o que de melhor pode acontecer?, diz o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumu Honda. O dirigente acrescenta que o processo de queda na taxa básica de juros, a Selic, também deverá estimular a demanda como um todo da atividade econômica. Honda lembra que as perspectivas para 2012 são completamente inversas em relação ao início de 2011. ?Começamos 2011 com pressão inflacionária, aumento dos juros e sem grande ganho real do salário mínimo?, explica.