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Migra��o de empregos reduz sal�rios em 2011

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Rio de Janeiro, RJ ? Apesar de o desemprego vir se mantendo em patamares historicamente baixos, o mercado de trabalho perde dinamismo há meses e já não consegue mais impulsionar a geração de vagas formais. O número de trabalhadores com carteira assinada não registrou variação em novembro em relação a outubro (11,2 milhões), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A indústria, mais uma vez, cortou vagas, o que contribui, no médio e longo prazo, para uma queda no rendimento médio real do trabalhador brasileiro. ?O emprego na indústria está sendo substituído pelo emprego no comércio e no setor de serviços. Isso leva a uma economia de baixos salários?, alertou o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Fernando Mansor Mattos. ?Nesses setores que hoje criam empregos, o trabalhador é mal remunerado e mal qualificado?. Na passagem de agosto para setembro, a indústria brasileira eliminou 42.579 postos de trabalho, uma queda de 1,1%. Em outubro, houve novo corte de vagas no setor, com a perda de 23 391 empregos, um recuo de 0,6%. Indústria é responsável por maior número de carteiras A pesquisadora da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE Adriana Beringuy conta que os trabalhadores alocados na indústria são os que têm maior porcentual de carteira assinada e tendem a ter salários mais altos em função da própria configuração formal do setor. Por isso, a dispensa dos empregados nessa atividade afeta o rendimento médio real do trabalhador no País, embora a renda tenha se mantido estável na passagem de outubro para novembro. ?A gente nota que os trabalhadores com carteira assinada tendem a ter salários maiores do que os trabalhadores sem carteira. Sendo a indústria um setor que emprega majoritariamente com carteira, por consequência, mostra-se um setor com rendimentos mais altos?. Apesar do movimento negativo da indústria, que acompanha os resultados pífios da produção do setor no ano, a economista Alessandra Ribeiro, da Tendências Consultoria Integrada, acredita que há uma saturação na geração de postos, porque o País estaria muito próximo do pleno emprego.

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