loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Cresce consumo de caf� no Estado

Ouvir
Compartilhar

Saborear um bom café, sentir seu aroma e dar uma pausa durante o dia já está inserido no hábito de muitos brasileiros. Graças a isso, em 2011 foram comercializadas 19,72 milhões de sacas de 60kg. De acordo com dados da Associação Brasileira de Café (Abic), o crescimento no setor, no ano passado, foi de 3,11%. Para este ano, os números continuam animadores. Estima-se uma safra recorde, que pode chegar a 52,27 milhões de sacas. Desta produção, pouco mais de 21 milhões são consumidos pelos próprios brasileiros. Mas a meta é que, em 2013, este número alcance os 23 milhões de sacas. Talvez isso explique a expansão das cafeterias em Maceió. Seja em centros comerciais, como shoppings, ou áreas nobres da capital, é possível encontrar ambientes estilizados voltados para os consumidores com paladares mais exigentes, que vão em busca do café tipo A. Ou seja, o que tem a mesma qualidade do que é consumido no exterior. Foi apostando nisso que, há sete anos, as irmãs Daniela e Maria de Fátima Chaves David ousaram e investiram na criação do Nakaffa. Localizado à beira mar, na paradisíaca Pajuçara, o lugar é uma referência para quem aprecia café de qualidade. No início, a cultura de quem não conhecia as regras de preparo chegou a assustar e até provocar questionamentos. Empresárias têm aulas sobre café ?Foi justamente num café que, depois de andar muito com minha irmã, despertamos para o quanto ele representa um espaço diferenciado e que não tinha por aqui?, relembrou Daniela. Movida pelo interesse e a decisão de investir na área, as pequisas seguintes incluíram visitas a vários cafés e a fornecedores. Numa dessas, elas chegaram até o Suplicy Cafés Especiais. Assim que entraram no local, que tem uma decoração requintada, tiveram a sorte de ser recebidas pelo proprietário, Marco Suplicy, oriundo dos Matarazzo, família centenária paulista que planta café há mais de um século. Resultado: tiveram uma aula sobre a história do café e como montar o negócio. ?Ao tomar conhecimento de nossos planos, ele apostou na gente e nos passou todos os conhecimentos sobre o produto. Isso incluiu treinamento dos baristas (quem faz o café), indicação da máquina, quantidades, temperatura, uso da xícara e preparo?, revelou Daniela. Pioneiro parte para a franquia Depois de todas as orientações e contando com a marca Café Suplicy, utilizada até hoje, até o Nakaffa existir foi necessário um ano de pesquisa do local. Mas os passos dados com cuidado foram decisivos para o sucesso. Tanto que o primeiro cliente, um italiano, aprovou o produto. Graças à aceitação e à evolução do negócio, o Nakaffa também faz eventos, com um máquina apropriada, e se articula para se tornar uma franquia. Mas, assim como no início, tudo está sendo estudado e programado com cuidado. ?O mais difícil já foi superado, que foi se estabelecer e conquistar o público para uma cultura em torno do café?, atestou Daniela. Antes do Nakaffa, Maceió já contava com um espaço para o consumo de café tipo A. Ele sempre existiu no Shopping Maceió. Localizado estrategicamente próximo ao vão central, o lugar se tornou uma referência. De acordo com Jussara Travassos, que, junto com os irmãos, dá continuidade ao negócio criado pelos pais, o café conquistou o alagoano. ?Na época, só a gente fazia isso. Hoje, está muito comum. Foi um processo que foi evoluindo aos poucos?, lembrou Jussara. Empresas seguem tendência nacional E ela tem razão. De fato, as franquias se tornaram uma tendência de mercado, que se espalhou pelo País. Entre as mais conhecidas, estão Kopenhagen, Rei do Mate, São Braz e Fran?s Café. Cada uma tem suas especificidades e atrativos diferenciados para o público. Como forma de atrair os paladares mais exigentes, além da variação dos cafés, feitos com grãos selecionados, também oferecem opções de refeições rápidas, regionais e naturais. Foi acreditando nessa versatilidade que a empresária Carolina Malta investiu na franquia Fran?s Café. Depois de uma passagem por São Paulo, onde morou, deixou de ser cliente para se tornar proprietária. Em Maceió, além da Amélia Rosa, ela também conquistou seu espaço no shopping, acreditando em ambientes atrativos, também, para o público jovem. A marca chega com a força de 130 lojas espalhadas pelo País. Só em São Paulo são 80, que revendem o café da própria marca com o devido selo de pureza. O café mais simples é vendido a R$ 3,50 e o mais requintado a R$ 9,80. Porém, agregados a isso, estão as refeições rápidas e os doces e salgados, capazes de atrair o mais variado perfil de consumidor. Indústria acompanha expansão PATRÍCIA BASTOS - REPÓRTER Arapiraca ? A expansão no segmento de café expresso é acompanhada também pelo Grupo Coringa, única empresa alagoana no mercado. De acordo com o assessor comercial, Ricardo Almeida, a empresa percebeu que não podia ficar de fora desse nicho. ?Percebemos que o café expresso é um segmento que vem crescendo muito nos últimos tempos. No começo, existiam apenas nos shoppings, mas as pessoas foram se habituando à ideia de se encontrar com amigos em uma cafeteria, ou de simplesmente dar uma pausa no que estão fazendo para tomar um cafezinho. Hoje, também estamos no ramo do café expresso, algumas cafeterias já servem o café Coringa e estamos trabalhando para conquistar uma fatia maior do mercado?, explicou. Atualmente, o Grupo Coringa distribui uma média de 140 toneladas de café por mês, divididas em cinco produtos: o Café Coringa, o Coringa Kent, o Hiper Forte, o Coringa Solúvel e o Coringa Super. O grupo, que foi criado em 1965 com a venda de fumo, comprou uma torrefação que já existia em Arapiraca na década de 70. Nos últimos dez anos, presenciou a decadência e o fechamento das empresas concorrentes, mas se manteve firme no mercado alagoano. Lucro da rede Starbucks sobe 10% FILIPE DOMINGUES - AGÊNCIA ESTADO Nova York, EUA ? O lucro da companhia norte-americana de café Starbucks subiu 10% e atingiu nível recorde, com ganhos sólidos em vendas nas Américas e um crescimento expressivo em suas operações na Ásia e no segmento de produtos vendidos diretamente para o consumidor. No trimestre encerrado em 1º de janeiro, a Starbucks lucrou US$ 382,1 milhões, ou 50 cents por ação, ante US$ 346,6 milhões, ou 45 cents por ação, no mesmo período do ano anterior. A receita líquida aumentou 16%, para US$ 3,44 bilhões. Analistas consultados pela Thomson Reuters previam lucro de 49 cents por ação, com receita de US$ 3,3 bilhões. A margem bruta caiu de 59,6% para 56,5%. As vendas nas lojas abertas há mais de um ano subiram 9% globalmente sobre o período anterior, puxadas por uma elevação de 7% nas transações e de 2% no valor médio das compras. Nas Américas, o que inclui Estados Unidos, Canadá e América Latina, as vendas comparáveis subiram 9%. Na região da China e Ásia-Pacífico, as vendas em lojas abertas há mais de um ano saltaram 20%. Na região da Europa, Oriente Médio e África, cresceram 2%. Empresa desconhece o perfil do consumidor O assessor comercial do Grupo Coringa explica que, com a diversificação dos produtos de café Coringa, não é possível estabelecer um perfil de consumidor, porque a empresa procura atender a todas as classes sociais. ?Nossa linha de cafés atende às classes B, C e D, com exceção do Coringa Super, que custa um pouco mais caro, e é voltado para as classes A e B. É um café que vem de uma região específica de Minas Gerais, considerada a região onde é produzido um dos melhores cafés do mundo?, declarou. Para reforçar o mercado do Coringa Super, recentemente a empresa mudou a estratégia de vendas e está passando a oferecer o produto na embalagem tipo almofada. Antes, o produto era embalado a vácuo, mas, conforme Ricardo Almeida, não tinha muita aceitação dos clientes. ?Apesar de ser o mesmo café, o nosso público não se acostumou com a embalagem, que parece um tijolo. Então resolvemos usar embalagem semelhante aos nossos outros produtos?, ressaltou.

Relacionadas