Economia
Empres�rios defendem aumento para moradias
Brasília, DF ? O Programa Minha Casa, Minha Vida praticamente não existiu em 2011 para as famílias de baixa renda e seguirá o mesmo destino em 2012 se o governo não elevar os valores das unidades atendidas. A avaliação é do empresário Eduardo Aroeira Almeida, sócio-diretor da Apex Engenharia, que atua no segmento popular no Distrito Federal. ?Acho que essa é a avaliação geral, pelo que tenho conversado com empresários de outros Estados?, diz. Para empresários da construção civil, a alta dos preços dos imóveis, associada ao aumento das exigências como adequações para idosos e deficientes físicos inviabiliza a construção de unidades. Paradoxalmente, segundo Almeida, o próprio lançamento do Minha Casa, Minha Vida provocou a especulação imobiliária. ?Apartamento que eu vendia por R$ 90 mil no início hoje está por R$ 170 mil?. O preço médio da moradia destinada a esse público subiu de R$ 42 mil para R$ 55,2 mil. Nos municípios da região metropolitana do Estado de São Paulo e Distrito Federal, o limite é de R$ 65 mil.