Economia
�s v�speras da elei��o, d�lar fecha a R$ 3,62 e recua 6,7%
O dólar encerra a última semana antes do primeiro turno das eleições cotado a R$ 3,62 para venda e R$ 3,61 para compra, acumulando perda de 6,7%. No dia, a moeda recuou 2,16%. O risco-Brasil fechou em queda de 3,44% a 1.960 pontos. Nos últimos cinco dias, a moeda oscilou essencialmente em função da movimentação política e com a melhora do desempenho dos títulos da dívida brasileira no Exterior. A ordem do dia foi ?ajustar posições? para o pleito de domingo: as instituições querem dólares em caixa por segurança, mas não demais para que uma eventual queda na segunda-feira não cause grandes prejuízos - daí a queda na cotação. Poucos ousam fazer apostas sobre o resultado da votação, mesmo porque a disputa permanece bastante acirrada. Mas, de forma geral, é possível dizer que o humor do mercado melhorou em relação à transição presidencial - definida pelo economista-chefe do banco JP Morgan no Brasil, Luís Fernando Lopes, como ?a mais tranqüila da história recente do País, independente de quem seja o vencedor da eleição?. Também a melhora da perspectiva para a dívida brasileira negociada no Exterior colaborou para a queda do dólar. O Banco Central teria, segundo analistas do setor, intervido no mercado de dívida recomprando títulos brasileiros nos últimos quatro dias - o que fez com que o C-Bond, principal desses títulos, saísse de seu pior valor nos últimos sete anos, 47% do valor de face, na segunda-feira e chegasse a 54,938% do valor de face. Ontem especificamente, o movimento foi detonado pela restituição da classificação dos títulos da dívida brasileira pelo banco de investimento Merrill Lynch, que na semana passada os rebaixara para ?abaixo do peso do mercado? e hoje anunciou que os devolveu a classificação ?em linha com o mercado?. Ainda no quesito dívida, o BC tentou iniciar com duas semanas de antecedência a rolagem de uma dívida cambial de US$ 3,6 bilhões que vence no dia 17. Entretanto, o mercado cobrou taxas muito altas para aceitar novos papéis do governo, em um sinal claro de que não tem interesse em fazer hedge (proteção cambial) em papéis, mas sim em moeda.