Economia
Banco rompe jejum de duas semanas
A captação de US$ 1 bilhão em bônus de 10 anos pelo Banco Bradesco chega após duas semanas de interrupção no fluxo das captações externas por empresas brasileiras, durante as quais as operações da Gol e do Grupo Farias, ambos de grau especulativo, foram canceladas por falta de demanda. Esse não foi, entretanto, o desfecho da operação do Bradesco, que tem grau de investimento e que atraiu uma demanda de US$ 7 bilhões, 14 vezes acima do montante de US$ 500 milhões originalmente proposto ou sete vezes acima ao proposto. Os bônus ofereceram rendimento ao investidor (yield) de 5,75% no piso da margem de referência, que ia até 6%. Embora as empresas não sejam comparáveis, o forte interesse mostrado pelos investidores nos bônus do Bradesco e a captação do dobro do inicialmente proposto pela instituição ilustram comentários feitos por diretores de bancos líderes coordenadores de emissões externas de que o mercado segue aberto, mas está seletivo.