Economia
USP auxiliou na preserva��o
Em 1994, não se podia conceber um criatório comercial, porque a espécie podia sumir da face da Terra. A descoberta dos três jacarés ?malandros? que deixaram a Mata Atlântica para se abrigar dentro de um recinto construído para peixes, no sítio de Cristina, ajudou a comunidade científica a redimensionar o perímetro do habitat do animal. ?Na época, existia o conhecimento no mundo científico de que só se encontrava o jacaré-de-papo-amarelo no Centro-Sul do País?, recorda a empresária. A primeira providência adotada para iniciar a criação foi entrar em contato com o Departamento de Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP), que mantinha um projeto conservacionista. ?Eles nos incluíram no redimensionamento, que hoje aponta a ocorrência da espécie do Rio Grande do Sul até Alagoas?. Os zootécnicos da USP providenciaram o registro de nascimento dos animais (estimando que eles tinham de 3 a 4 anos) e nomearam Cristina como fiel depositária deles. Com isto, ela obteve o direito de mantê-los em cativeiro, mesmo assim sob a condição de aumentar a natalidade para conseguir o registro de criadora. ?O nosso grande desafio foi comprovar a natalidade e ajudar os cientistas a garantir a continuidade da espécie?.