Economia
No paralelo, cota��o do d�lar sai at� por R$ 2,80
A volatilidade do dólar que vem deixando operadores preocupados e empresários atônitos não atinge a maioria dos negócios praticados no comércio ou entre pessoas físicas. Apesar das agências de notícias divulgarem um dólar paralelo próximo a cotação comercial, na prática não é bem isso que acontece. Ontem mesmo, segundo apuração em duas casas de câmbio em São Paulo, os negócios eram feitos bem abaixo do nível praticado pelo Banco Central. Em São Paulo o mercado paralelo oscilava entre R$ 3,30 para compra e R$ 3,50 para venda - um deságio superior a 6% em relação ao câmbio oficial. O parâmetro do dólar comercial não é praticado nem pelos importadores. Quem já não viu anúncio de carros importados alardeando dólar de R$ 3,00!!! O mesmo acontece com produtos natalinos que são importados. Alguns importadores de vinhos estão trabalhando com o dólar a R$ 2,80. Para a pessoa física comum o único segmento que acompanha as cotações oficiais do câmbio é o turismo. Além das passagens aéreas, o dólar turismo negociado nos bancos está bem acima do mercado paralelo. Estas diferenças de preços ocorrem basicamente por dois motivos: o comerciante importou a mercadoria com um dólar bem mais barato ou o fraco volume de vendas não permite repassar a variação cambial para os preços do produto. O dólar comercial divulgado pelo BC é utilizado exclusivamente para negócios entre instituições financeiras e para operações internacionais de divisa, quando uma empresa está pagando as dívidas contraídas lá fora por exemplo.