Economia
BC perde controle e d�lar fecha a R$ 3,99
O vencimento de uma dívida de US$ 3,6 bilhões na próxima quinta-feira, as incertezas quanto à transição presidencial, a nova configuração do Congresso e a iminência de guerra no Iraque levaram o dólar a romper, ontem, a barreira psicológica dos R$ 4 e registrar seu maior fechamento em reais de todos os tempos, R$ 3,99 para venda e R$ 3,985 para compra -2,96% mais cara do que ontem. Com essa cotação, o real brasileiro vale hoje, nominalmente, 9,2% menos do que o peso argentino em relação ao dólar. Enquanto o real vale US$ 0,25, o peso, pela cotação oficial do Banco Central Argentino, está a US$ 0,273. A expectativa para os próximos dias é de alta. Ontem o Banco Central interveio vendendo dólares à vista, mas, segundo operadores, a atuação foi modesta e de nada adiantou. Além disso, a autoridade monetária vendeu mais US$ 50 milhões em linhas externas e R$ 750 milhões em títulos atrelados ao IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), papéis muito apreciados pelo mercado por embutirem na remuneração a variação da inflação. Uma segunda operação foi programada para o fim da tarde. Mas nada disso adiantou. O cenário avesso ao risco faz com que investidores simplesmente parem de vender moeda, ante as incertezas sobre qual será a política monetária do novo governo - a ser escolhido no próximo dia 27- e a iminência de uma guerra no Golfo do Iraque. Além disso, as empresas brasileiras têm US$ 2,5 bilhões em compromissos externos (dívidas mais juros) para pagar neste mês. Bovespa O Ibovespa (56 ações mais negociadas) interrompeu a seqüência de três baixas e fechou em alta de 1,73%, aos 8.866 pontos, com volume financeiro de R$ 464,118 milhões.