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“N�o podemos atrasar o Brasil”

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Luiz Romero Farias, empresário alagoano, fundador e sócio da Blumare, é presidente da Associação Brasileira de Revendedores de Automóveis Fiat (Abracaf). Em seu segundo mandato, consolidado como um dos mais influentes líderes do segmento, recentemente participou da reunião onde foi decidida a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos produzidos no Brasil. Esta reunião foi realizada na capital paulista, na sede do Banco do Brasil, onde funciona também o gabinete do Ministro da Fazenda em São Paulo. O encontro foi realizado no dia 18 de maio, às 16 horas, quando o ministro Guido Mantega recebeu em audiência o presidente da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), Flávio Meneghetti, e os presidentes de apenas cinco associações de marcas, dentre eles Luiz Romero Farias. Gazeta. Qual o motivo da reunião? A decisão não poderia ser anunciada logo de saída? Luiz Romero Farias. Uma decisão econômica desse porte não poderia ser tomada sem uma consulta aos segmentos mais importantes. E as redes de distribuição hoje, no Brasil, têm um papel de primeira grandeza, ao lado das fábricas. Os distribuidores de veículos, portanto, não poderiam estar de fora. A reunião foi com todas as entidades de distribuição de veículos? A reunião foi com a entidade que representa a todos nós, a Fenabrave. A Abracaf, afiliada à Fenabrave, foi especialmente convidada para compor um grupo de discussão. Nossa entidade, representativa da Rede Fiat, é uma das mais representativas do setor de distribuição de automóveis. O atual presidente da Fenabrave, Flávio Meneghetti, já presidiu a Abracaf. Qual a percepção do ministro sobre o setor de distribuição de veículos? O ministro Mantega ficou impressionado como os números de nosso segmento. Antes essa questão era tratada com um foco na indústria, na capacidade de produção e nos componentes do preço dos veículos. Nesse encontro, o primeiro com esse novo enfoque durante a gestão Mantega, a participação de nosso setor foi uma novidade. E que número mais impactou o ministro? Somos sete mil lojas em todo o Brasil e fornecemos 321 mil empregos diretos. Para se ter uma dimensão desses números, basta dizer que representam, em termos de empregos diretos, o triplo do que é oferecido por todas as montadoras brasileiras juntas. Este conjunto de redes é constituído de 100% de capital nacional, em sua maioria formada por empreendimentos de médio porte, com alguns de grande porte e outros de pequeno porte, numa diversidade econômica de grande importância e enorme capilaridade. Qual a expectativa do setor em relação às medidas anunciadas? Estamos esperançosos. Em 2008 quando a quebra do Lehman Brothers produziu uma quebradeira global, o Brasil reagiu de forma exemplar, nos momentos seguintes. E nossa rede de distribuição de veículos desempenhou um grande papel naqueles momentos. Não estou dizendo que fizemos a obra sozinhos, o que o Brasil conquistou foi produto de um esforço conjunto, com participação do governo federal, da indústria, do sistema financeiro e de nossas redes. Nós somos parte, somos a ponta do processo. Somos a interface com o consumidor. Temos um testemunho a dar sobre como a fórmula deu certo no Brasil.

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