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Morador de �rea nobre omite dados ao IBGE

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MAIKEL MARQUES A inédita Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) deflagrada, a partir de julho, em todo o País pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com a finalidade de medir o consumo das famílias e que percentuais comprometem sua renda, esbarra em dificuldades sobretudo na área nobre da capital alagoana. De acordo com os coordenadores da pesquisa, habitantes de bairros como Pajuçara e Ponta Verde ? embora de elevado poder aquisitivo e de maior nível de esclarecimento ? vêm dificultando o acesso às informações sob alegação da falta de tempo para receber o pesquisador ou mesmo indisposição para revelar detalhes de seu dia-a-dia. ?O cidadão, que deixa de prestar ao IBGE informações sobre o seu dia-a-dia e que produtos consome significa na verdade está prestando um desserviço à sociedade brasileira, pois os dados da pesquisa de orçamento familiar são indispensáveis à definição de políticas públicas capazes de melhorar as condições de vida, sobretudo no Nordeste?, explica o técnico George Marcos Barbosa, coordenador da pesquisa em Alagoas. Ele diz ainda que o instituto mantém sigilo absoluto das informações e, em hipótese alguma, divulga o nome e o endereço do pesquisado. ?Os dados serão divulgados por cidade e, no máximo, por bairro. O nome e endereço do chefe das famílias pesquisadas jamais se tornarão públicos?, completa. Revolucionário Diferente das demais pesquisas já realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) é considerada o mais revolucionário e completo levantamento realizado sobre a receita e a despesa de cada cidadão brasileiro. Dentre outras coisas, o instituto quer saber quanto por cento de sua renda o alagoano gasta em alimentação, moradia, lazer, educação, bens de consumo, etc. ?A pesquisa vai revelar, de forma minuciosa, como vive o alagoano, quanto ele ganha, como gasta seus rendimentos em alimentação, moradia, transporte e lazer, por exemplo?, adianta George Barbosa. Do ponto de vista prático, explica o pesquisador, os dados da pesquisa servirão de base para fixação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), indexador definido com base na realidade paulista e submetido às demais regiões do País sem respeitar, no entanto, as diferenças regionais. A partir dos dados da pesquisa, os governantes responsáveis pelas políticas públicas poderão criar, por exemplo, subsídios ou incentivos à exportação de produtos vitais no Nordeste mas só produzidos no Sudeste. ?Os resultados da pesquisa vão nortear ainda as ações da indústria alimentícia, por exemplo, ao dizer que tipo de produto é mais consumido?, ressalta George Barros.

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