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Baixo custo transforma gr�o chin�s em rival imbat�vel no mercado

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O baixo custo, o dólar favorável à importação e a qualidade aperfeiçoada transformaram o grão chinês em rival imbatível diante do feijão preto brasileiro e do argentino, explica. O diretor de suprimentos da Camil, José Rubens, também diz que a preferência da sua empresa é pelo feijão nacional, observando a qualidade do produto e os preços compatíveis com o mercado. ?No entanto, há alguns anos a produção nacional tem ficado abaixo da demanda, o que nos obrigou a recorrer à importação?. Rubens destaca que os chineses, mestres na comercialização de produtos em geral, detectaram a oportunidade de abastecimento nos países consumidores de feijão e trataram de melhorar a qualidade. ?Hoje o feijão preto chinês é tão bom quanto o produto argentino. A China conseguiu desenvolver variedades de feijão preto consumidas nos principais mercados mundiais (Brasil, México e Estados Unidos) com boa produtividade e baixo custo?, observa Fujisawa, da Broto Legal. Mesmo sujeito ao Imposto de Importação de 10%, o preço no atacado da saca de 60 quilos de feijão preto vindo da China é cerca de 20% menor do que o produto brasileiro e perto de 15% abaixo do valor do grão argentino, diz Nilson Pietrobom, gerente do atacadista Pietrobom Cereais, que fica em Prudentópolis (PR), a capital brasileira do feijão preto. Na semana passada, por exemplo, a saca do produto nacional no Paraná estava cotada a R$ 110, o argentino custava R$ 95 e o chinês saía por R$ 90. Pietrobom diz que a mão de obra barata na China faz diferença no preço. ?Lá não tem máquina, tudo é escolhido à mão?. MC

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