Economia
Apenas 14% trabalham com carteira assinada
Sindicato da categoria diz que somente 5 mil tem trabalho formal Levantamento do Sindicato dos Trabalhadores Domésticos de Alagoas de que, na região metropolitana de Maceió, menos de 5.000 dos mais de 35.000 trabalhadores domésticos teriam carteira assinada pelos seus empregadores evidencia realidade muito diferente daquela exibida em telenovela global. ?A verdade é uma só: trabalhador doméstico na região ainda continua sendo sinônimo de desrespeito à legislação. Muita gente começou cedo no serviço, antes de atingir a maioridade, e não consegue reverter a situação, mesmo sabendo de seus direitos?, denuncia José Ronaldo dos Santos. Ex-trabalhador doméstico que encontrou na atividade sindical uma maneira de fugir à exploração patronal e tentar ajudar seus semelhantes, ele diz que o cenário só não é pior por causa das campanhas de conscientização dos órgãos defensores dos direitos trabalhistas. ?Muitos dos trabalhadores, cientes de seus direitos, já recorrem ao sindicato em busca de informações sobre seus direitos?, explica o sindicalista, ex-jardineiro que teve o privilégio de trabalhar por muitos anos com carteira assinada pelo patrão, em imóvel de bairro nobre da capital. O salário, explicou à Gazeta, superava o mínimo e crescia um pouco mais com a prestação de serviços extras em residências próximas. ?Infelizmente, eu era exceção?, complementou o sindicalista, hoje com 52 anos e que chegou à universidade, embora não tenha tido condições de concluir o curso superior.