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Baiana � exce��o em Macei�

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Trabalhando desde os 15 anos, Edeilta Nascimento só viu o nome grafado na carteira de trabalho quando se mudou para a capital alagoanoa, em 2000 Exceção à regra do desrespeito patronal, seja nas regiões metropolitanas brasileiras ou então na Grande Maceió, a doméstica Edeilta Nascimento de Souza, 30 anos, é exemplo de quem já trabalhou na informalidade, mas hoje desfruta dos direitos assegurados pela Constituição. Baiana de Itabiraba, trabalha desde os 15, mas só viu o nome grafado na carteira de trabalho quando se mudou para Maceió, em 2000. Atualmente, gerencia um apartamento de alto padrão na orla de Pajuçara, onde reside um casal ainda sem filhos. ?Com os descontos, sobra pouco dinheiro no bolso, mas prefiro o trabalho com carteira assinada?, diz a colaboradora, segundo a qual o terço de férias e o 13º salário ?certinhos desde 2003? contribuem para a realização de sonho: a reforma da residência própria num dos conjuntos do Benedito Bentes, na periferia da capital. Da periferia ao trabalho, Edeilta precisa de muita paciência: toma a primeira condução às 5h e, se não houver imprevistos, chega às 6h30. ?O horário começa às 7h, mas gosto de chegar cedo?, acrescentando que a patroa contribui com o dinheiro da passagem. ESTUDO NACIONAL O perfil dos trabalhadores domésticos nas seis regiões metropolitanas (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre) incluídas na Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também comprova os baixos níveis de formalização destes profissionais: apenas 34,4% tinham carteira assinada quando da realização da pesquisa. De acordo com a pesquisa, o porcentual de informalidade, considerado elevado, pode estar relacionado às particularidades das relações de trabalho: o empregado tem vínculo muito íntimo com a família que o contrata para tocar os afazeres domésticos. E mais: há dificuldade de fiscalização trabalhista por se tratar de atividade realizada em domicílio. ?Os números oficiais não são precisos em Alagoas, mas a gente estima que, dos mais de 100 mil domésticos, mais de 70% também não tenham carteira assinada ou qualquer vínculo formal de trabalho?, observa Albegemar Casimiro, diretor da Força Sindical, entidade à qual está vinculado o Sindicato dos Trabalhadores Domésticos em Alagoas. ?

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