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Economia

Superavit prim�rio tem queda

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Brasília, DF ? O crescimento mais lento da economia afeta cada vez mais as contas públicas. Dados apresentados, ontem, pelo Banco Central mostram que o esforço fiscal para pagar juros, o chamado superavit primário, caiu pelo terceiro mês seguido, para R$ 126,8 bilhões no acumulado em 12 meses. Com o recuo, o número se afasta da meta para o ano de R$ 139,8 bilhões. Os cofres públicos sofrem especialmente pela menor atividade econômica, fato que derruba a arrecadação de impostos. ?Mais recentemente, a atividade pode ter impactado as receitas. Mas no quadro mais amplo, em 12 meses, temos superavit primário em torno de 3% do PIB. Isso é consistente com a meta do ano?, argumentou o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel. A meta do governo para 2012 equivale a 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB). No mês passado, com a redução dos impostos gerados por vendas e lucros de empresas, a economia feita pelo setor público atingiu R$ 2,65 bilhões, uma queda de 65% na comparação com maio de 2011. Esse é o pior mês desde dezembro do ano passado. ?O mês veio um pouco abaixo do padrão para o período. Mas essas oscilações são normais?, minimizou Maciel. Diante de uma arrecadação fraca e com iniciativas do governo para reduzir impostos, como para automóveis e linha branca, e ainda reforçar gastos, como a compra de caminhões, tratores e ônibus, Maciel reconhece que as contas públicas são afetadas. ?É verdade. Mas nos cinco primeiros meses de 2012 já temos 45% da meta do ano cumprida?, disse, ao lembrar que a aceleração da economia esperada para o segundo semestre deve melhorar as contas. O economista da BBM Investimentos, Hui Lok Sin, avalia que os números apresentados mostram contas públicas cada vez mais fracas. ?O desempenho visto até agora aponta mais para um ano com superavit primário em torno de 2,5% do PIB. Atingir a meta de 3,1% é difícil, mas não impossível?, ressaltou. ?

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