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Impacto ambiental seria grande, defende Ibama

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A construção do Estaleiro Eisa na área localizada em Pontal do Coruripe, nas proximidades da foz do Rio Coruripe, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambientes e dos Recursos Renováveis (Ibama), causaria grande impacto ambiental, cujas proporções teriam sido subestimadas pelos técnicos que elaboraram o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) para o empreendedor. Segundo conclusão do laudo, a escolha da área, denominada no documento de 5A, foi equivocada por apresentar deficiências nas análises dos locais possíveis para a instalação do estaleiro. ?A área proposta para implantação do empreendimento demanda supressão de 74,43 hectares de vegetação de mangue em bom estado de conservação contidos na porção mais contínua do manguezal de Coruripe. A supressão dessa parcela do manguezal da margem esquerda do Rio Coruripe provocaria desestruturação do equilíbrio existente entre os ecossistemas recifais, estuarinos e praias, resultando em impactos de difícil mensuração?, diz trecho da conclusão do laudo do Ibama. Esse laudo, que é assinado por oito analistas ambientais, apontou que os impactos ambientais previstos no EIA não foram devidamente levados em consideração: ?...Foram ignorados, mal classificados e/ou subestimados impactos negativos sobre os meios físico, biótico e socioeconômico, desconsiderando informações importantes sobre o projeto do empreendimento?, diz um dos tópicos conclusivos que fundamentaram a negativa da licença ambiental do Ibama.

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