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O futuro incerto do estaleiro Eisa em Alagoas

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Aguardado com ansiedade há quase três anos e tido como redenção econômica para a região Sul de Alagoas e para o Estado, o futuro do Estaleiro Eisa está ameaçado em terras caetés. Quando já se comemorava e se contava os dias para o início das obras do empreendimento que deve gerar 10 mil empregos diretos e 50 mil indiretos, um laudo do Instituto Brasileiro do meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), após análise sobre o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do empreendimento, vetou a construção no local escolhido pelo Sinergy Group, do qual é dono o mega-empresário German Efromovich. Para o Ibama, a construção do estaleiro naquele local significaria uma devastação ambiental. Quase 50 hectares de mangue seriam suprimidos. Além disso, uma imensa faixa de praia e toda a vida marinha presente nos arrecifes daquele ponto do mar de Coruripe estaria condenada. De acordo com o laudo do órgão federal, a área escolhida em conjunto pelo governo do Estado, pelos técnicos do Instituto do Meio Ambiente (IMA) e pela consultoria ambiental contratada por German Efromovich, ao invés ser devastada para dar lugar ao que será o maior estaleiro já construído na América Latina, na verdade, possui enorme potencial para se transformar em unidade de conservação. Sobretudo, pela ?relevância ecológica do manguezal e dos arrecifes do Pontal de Coruripe?, assinala um dos trechos do parecer do Ibama sobre a instalação do Eisa. Pois é justamente pelos arrecifes do Pontal de Coruripe que Efromovich não abre mão daquele ponto escolhido. Os arrecifes formam um quebra-mar natural, fazendo do local uma imensa piscina, livre de ondas, perfeita para receber o estaleiro. Embora o EIA encomendado por ele aponte outras quatro áreas como possíveis locais para o estaleiro, em Coruripe, German Efromovich já avisou que não aceitará outro local. Levará o Eisa para ser construído em outro Estado.

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