Economia
Ministro critica spread banc�rio
São Paulo ? O ministro Guido Mantega (Fazenda) e o presidente do Banco Itaú, Roberto Setúbal, divergiram publicamente, ontem, sobre os spreads bancários, que são a diferença entre o custo de captação dos recursos pelos bancos e a taxa cobrada do consumidor. Nessa diferença, estão os custos do setor, os impostos e também o lucro dos bancos. Em evento na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Setúbal defendeu o setor de críticas recorrentes de que os lucros são elevados. ?O lucro do banco é grande porque os bancos são grandes. E, devo lembrar, os bancos são grandes em qualquer lugar do mundo. Canadá, Austrália, Turquia, França, Inglaterra, qualquer país no mundo com o mínimo de desenvolvimento econômico tem, entre as maiores empresas, os bancos?, disse. Setúbal disse, ainda, que a crença de que os juros bancários são elevados por causa do lucro dos bancos não é verdadeira. ?A ideia de que vai reduzir o spread porque vai reduzir o lucro dos bancos não funciona bem, porque a margem de redução é relativamente pequena?, disse. Sobre os spreads dos bancos, Mantega rebateu os argumentos de Setúbal. ?O spread no Brasil é muito alto, doutor Roberto. Embora existam algumas razões, nós temos, talvez, o maior spread do mundo. Não há razão para isso?. ?