Economia
Ipea quer mais rigor em pesquisas
Brasília, DF ? Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado na semena passada apontou que cerca de 30% das propostas apresentadas por empresas do setor elétrico como projetos de Pesquisa e Desenvolvimento(P&D) não se enquadravam nesse critério. Para chegar a essa conclusão, o Ipea analisou projetos acompanhados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão que tem o dever de fiscalizar o cumprimento da Lei 9.991/2000. Essa lei determina que as companhias do setor devem investir 0,5% da receita operacional líquida em projetos de P&D. O IPEA analisou 2.431 projetos realizados entre 2000 e 2007. De toda essa base, foram avaliados qualitativamente 79 trabalhos. O instituto também fez entrevistas com representantes das companhias elétricas, empresas parceiras ou fornecedoras e instituições de pesquisa que se envolveram nos programas. Dos 79 projetos selecionados, 53 deles (67%) atendiam as definições de P&D do ?Manual Frascati? da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Outros dois projetos (3%) estavam de acordo com os conceitos do programa da Aneel. Os 24 projetos restantes (30%) não cumpriam os requisitos: 16 projetos (20%), embora tenham sido avaliados como inovadores, não eram estritamente de P&D, e 8 trabalhos (10%) sequer foram considerados inovadores.