Economia
Energia solar ainda n�o � competitiva
Rio de Janeiro, RJ ? A geração solar de eletricidade, que tem participação marginal na matriz energética brasileira, começa a dar sinais de viabilidade no Brasil, embora não seja totalmente competitiva, apontou estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgado na terça-feira. A energia solar como geração distribuída, instalada diretamente em residências, seria viável se baseada na concessão de incentivos, segundo a EPE. Já a geração centralizada, aquela de usinas que teriam sua energia a ser contratada em leilões, ainda não apresenta viabilidade quando se compara com o preço das demais fontes. ?Se contratar, será muito mais por uma questão política, de tecnologia?, disse o presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim. No geral, os preços da energia solar vêm em trajetória de queda no mundo. O valor dos painéis solares corresponde a 25 por cento do que há dez anos. Considerando o sistema completo, o preço caiu pela metade em cinco anos. ?A perspectiva é que continue a cair?, disse Tolmasquim. Entre as vantagens do Brasil para a energia solar estão os altos índices de insolação e a baixa variação média do sol ao longo do ano -comparando-se com a sazonalidade das fontes hídrica, eólica e biomassa.