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Nº 5710
Economia

D�lar e juros em alta afetam vendas no com�rcio de Macei�

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Por | Edição do dia 16/10/2002 - Matéria atualizada em 16/10/2002 às 00h00

Para o comércio de Maceió, pior do que a alta dos juros, anunciada segunda-feira pelo Banco Central, é a permanência do dólar no patamar atual. A moeda norte-americana dita direta e indiretamente o comportamento dos preços de diversos produtos – é o caso dos combustíveis, alimentos, químicos etc – e afeta muito mais os negócios do que a elevação do custo crédito, que só interfere nas compras a prazo. “Teremos que reajustar o preço de vários produtos, que já estão sendo repassados pelos revendedores com reajustes de até 100%. O empresário que não atualizar os preços pode ficar sem condições de renovar os estoques”, avalia o presidente do Sincomércio (Sindicato do Comércio Varejista de Maceió), Silvio Arruda. Mesmo assim, os empresários do setor consideram extremente preocupante a decisão do Banco Central em elevar os juros. Principalmente porque as medidas refletem a instabilidade da economia no atual momento. “A crise afeta o setor não só diretamente, mas também psicologiamente, na medida que incentiva o consumidor a adiar a sua decisão de compra”, explica Alfredo Lima, presidente da Sociedade Aliança Comercial. “Os juros afetam os negócios, assim como a alta do dólar. Esperamos é que esse seja apenas um momento de instabilidade e que a situação volte ao normal no menor espaço de tempo possível”, completou Alfredo Lima. Estagnação Tanto o Sincomércio, quanto a Aliança, estão mais centrados em questões locais, mais “próximas” da realidade alagoana. Aqui, segundo os dirigentes, a crise do setor é maior por causa de problemas como a estagnação econômica ou da “invasão” dos camelôs. “Faltam indústrias em Alagoas. O comércio não tem como crescer, como melhorar negócios ou gerar mais empregos se a economia do Estado não voltar a crescer”, protesta Arruda. Já Alfredo Lima aponta a crescente concorrência com os camelôs como um problema que merece atenção “urgentíssima” das autoridades municipais. “É cada vez maior o número de camelôs no Centro da cidade. O comércio não tem como suportar essa concorrência”, enfatiza.

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