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Celulares: governo e teles trocam acusa��es

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Brasília, DF ? O setor de telefonia viveu nos últimos dias uma guerra de acusações. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), ao proibir TIM, Claro e Oi de venderem novos chips a partir de amanhã, acusa as companhias de não investirem o suficiente em capacidade de rede e chama de ?esboço? o planejamento apresentado pela Claro em Brasília. Do outro lado, as teles afirmam que as prefeituras demoram para liberar a construção de novas antenas. Os clientes, por sua vez, reclamam da qualidade do serviço das operadoras. Já os analistas criticam a falta de fiscalização do órgão regulador, o planejamento ineficiente das teles de celular e a burocracia municipal. O governo vê falhas em todas as operadoras de telefonia móvel e entende que, para continuarem atendendo à demanda crescente dos consumidores, terão que acelerar investimentos e melhorar o atendimento. O Brasil hoje tem cerca de 60 mil estações radiobases, as chamadas antenas. É o mesmo número de países como Itália e Inglaterra, cuja população é bem inferior, diz o especialista em rede de telecomunicações Herculano Pinto. Estudo recente de um fabricante de equipamentos apontou que o Rio precisaria de sete vezes mais antenas para ter uma capacidade parecida com a de Berlim ou de Paris. Em São Paulo, o número teria de ser dez vezes maior.

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