Economia
A partir de setembro, quadro � diferente
Gazeta. Quais as expectativas para o futuro da economia alagoana? Cícero Péricles. Somos uma economia com poucos polos produtivos amplos e competitivos. Dependemos desses períodos de safra e alta estação. Se tivéssemos mais indústrias e uma agricultura diversificada o cenário seria outro. Por exemplo, nas atividades do Distrito Industrial, que é formado por 70 fábricas de pequeno e médio porte, esse efeito sazonal é menos sentido. Na agricultura produtora de alimentos, esse período é de plantio e colheita, como o milho e o feijão colhidos em junho. Mas, mesmo com a economia sazonalizada, a partir de setembro o quadro é completamente diferente. A construção civil agiliza suas obras, a safra da cana estará em andamento, o turismo começa a contratar para as atividades da alta estação. Por isso, o comércio e o setor de serviços são estimulados. Por outro lado, recomeça o período tradicional de contratações temporárias. São conjunturas bem diferentes e, por isso, as estatísticas de emprego melhoram. O crescimento nacional dos índices de geração de emprego estão na média ou abaixo dela? São satisfatórios? No País, são 17,5 milhões de novos empregos desde 2003. O Nordeste também foi beneficiado: entre 2003 e 2011 foram criados três milhões de novos empregos com carteira na região. Até mesmo Alagoas apresenta números fortes: saltou de 315 mil empregos em 2003 para 470 mil em 2010, ou seja, um crescimento de 50% no estoque de empregos formais. Segundo dados provisórios, Alagoas teria criado mais 20 mil postos de trabalho no ano passado.