Economia
Protestos em rodovias acabam atingindo consumidor alagoano
O empresário Wilton Malta, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio), também reconhece que os bloqueios de rodovias prejudicam diversos segmentos do comércio, atingindo, inclusive, o consumidor da capital e do interior. ?Os alimentos perecíveis podem estragar nas estradas, resultando no aumento do valor do produto e até no desabastecimento ou mesmo dificuldade em encontrar certos alimentos?, analisa o presidente, que mantém negócios em Arapiraca, polo de serviços do Agreste alagoano. O fechamento das estradas, decorrente de protestos, também compromete a imagem da empresa diante dos prazos de entrega dos produtos para o cliente. ?Por mais que o empresário não tenha culpa do atraso, gera um mal-estar para o cliente, que pode até se recusar a entender?, ressalta. Ele observa que, em virtude das perspectivas de bloqueios nas principais rodovias do Estado, as empresas costumam trabalhar com ?margem de segurança para o prazo de entrega?, tentando ao máximo evitar aborrecimentos para os clientes. Muitas vezes, acrescenta, ?foge completamente ao planejamento das lojas?. Wilton também não esquece dos caminhoneiros, geralmente muito prejudicados por causa dos bloqueios. ?Eles têm prazo para entrega da mercadoria. Perdem outros serviços por causa do tempo que ficaram parados nas rodovias?, finaliza. MM