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Farm�cias reduzem descontos para o consumidor

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FÁBIA ASSUMPÇÃO Os consumidores ainda não estão sentindo no bolso os efeitos das altas cotações dólar em relação ao preço dos medicamentos. Em compensação, as farmácias e drogarias estão reduzindo os descontos oferecidos aos consumidores, não só por causa da alta do dólar, mas pelo congelamento dos preços dos medicamentos imposto pelo governo federal. A Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (ABCFarma) prevê que os descontos para os aposentados, que antes eram de 15%, em média, devem passar para 8%. Os preços dos medicamentos estão congelados desde o último reajuste autorizado pelo governo, de 4,32% em janeiro deste ano. De acordo com a Câmara de Medicamentos do Ministério da Saúde (Camed) não deve ser autorizado nenhum reajuste até o dia 31 de dezembro. O gerente de uma das farmácias da Rede Permanente, Jarbas Lima, confirma que até agora não houve reajuste no preço dos medicamentos por causa da alta do dólar. Ele afirma, no entanto, que alguns produtos, como vitaminas importadas, poderão sofrer reajustes porque seus preços estão ligados ao valor do dólar. Segundo Jarbas, há cerca de seis meses, devido às orcilações do dólar e do congelamento dos preços dos medicamentos, os descontos oferecidos aos consumidores foram reduzidos de 10% para 5%. Ele afirma, no entanto, que com a entrada dos genéricos no mercado, alguns medicamentos de marca tiveram redução de preços para enfrentar a concorrência. ?Hoje há medicamentos de marca que são mais baratos do que os genéricos?, salienta. ?Alguns medicamentos de marca tiveram uma queda de preços entre 10% e 15%?. O farmacista não descarta a possibilidade de que haja um reajuste de preços por causa da alta do dólar, já que a matéria-prima de muitos medicamentos é importada. Isso pode afetar até o preço de alguns genéricos- que teoricamente deveriam ter os preços mais baixos do que os de marca ? uma vez que alguns são produzidos por laboratórios europeus. A Febrafarma já solicitou à Câmara de Medicamentos do Ministério da Saúde (Camed), em junho, um reajuste de 7%, que não foi aceito pelo governo. Este pedido foi calculado com base numa cotação média mensal do dólar a R$ 2,65. Na semana que passou, a cotação do dólar chegou perto dos R$ 4,00. Os reajustes de preços dos medicamentos no Brasil são controlados pelo governo e vêm sendo concedidos apenas uma vez por ano. A Federação Brasileira de Indústria Farmacêutica (Febrafarma) informou, através de sua assessoria de imprensa, que a defasagem do preço dos medicamentos, por causa da disparada do dólar, varia de 15% a 18%.

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