Economia
�rvores eram utilizadas para queima
A baforada da chaminé era cruel. A cada instante, os fornos da cerâmica tragavam ipês, cajazeiras, muricis e jequitibás. O fogo efêmero e caprichoso consumia jatobás e angelins para cozinhar tijolos. A fumaça subia espessa, levada por um sopro de morte que transformara canafístulas e imbaúbas em dióxido de carbono. Essa triste sina do setor ceramista começa a ser abafada pelo desenvolvimento sustentável e deve ficar presa ao passado, com erros que não podem mais se repetir. A Cerâmica Bandeira percebeu isso a tempo e começou a procurar soluções inovadoras e combustíveis diferenciados, como pó de serra, casca de coco e madeira renovável para garantir o equilíbrio financeiro da empresa. Fazendo jus ao próprio nome, levantou a bandeira dos combustíveis sustentáveis e se tornou uma das primeiras empresas do Brasil (a primeira em Alagoas) a receber créditos de carbono. Até a emissão do primeiro certificado foi preciso percorrer um longo caminho, com mudanças de mentalidade, gestão e investimentos. MG