Economia
Engenheiro busca fontes alternativas para queima
Em pouco tempo, o engenheiro Frederico Albuquerque percebeu que só o coco não era suficiente e investiu em pó de serra. ?São resíduos que seriam jogados no lixão, produzindo o gás metano, que é vinte vezes mais poluente que o CO2 (dióxido de carbono)?. O próximo passo foi o bambu, adquirido em Capela e municípios próximos como Cajueiro, Viçosa, Atalaia e União dos Palmares. ?Ele cresce muito, prolifera, renasce quantas vezes você cortar e ninguém consegue combatê-lo?. Outras fontes renováveis foram pesquisadas, mas não deram certo. ?Tentei utilizar o bagaço de cana, mas tem muita sílica (areia) e umidade elevada, atrapalha a produção?. Firme no propósito de preservar o meio ambiente, o ceramista decidiu importar lenha de algaroba e cajueiro, de grandes plantações em Pernambuco que adotavam o manejo sustentável. Até que surgiu a ideia de plantar eucaliptos, trocando 60 hectares de pasto pela área de reflorestamento. ?Quando surgiu a oportunidade dos créditos de carbono, fiz pesquisas sobre o assunto e busquei informações com um italiano que conseguiu fazer isso no Tocantins, mas é um trabalho muito meticuloso e demorado?. Frederico explica que os créditos podem ser vendidos por micro e pequenas empresas de países em desenvolvimento para compensar as perdas ambientais provocadas por empresas que devem comprar estes créditos.