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Economia

D�lar sobe para R$ 3,91, sob press�o de d�vida

São Paulo - O vencimento de uma dívida cambial de US$ 1,1 bilhão, na quarta-feira, fez com que o dólar sustentasse a alta registrada da abertura até o fechamento. A alta só não foi maior porque o Banco Central interveio no mercado vendendo dólares à vista

Por | Edição do dia 22/10/2002 - Matéria atualizada em 22/10/2002 às 00h00

São Paulo - O vencimento de uma dívida cambial de US$ 1,1 bilhão, na quarta-feira, fez com que o dólar sustentasse a alta registrada da abertura até o fechamento. A alta só não foi maior porque o Banco Central interveio no mercado vendendo dólares à vista durante a manhã, período de maior pressão. A moeda norte-americana encerrou o dia em alta de 1,03%, a R$ 3,905 para compra e a R$ 3,91 para venda. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,16%, aos 9.128 pontos e volume financeiro de R$ 738,815 milhões. O Banco Central promoveu duas operações para tentar alongar metade da dívida que vence amanhã, mas nas duas vezes recusou todas as propostas feitas pelas instituições financeiras por considerar as taxas de remuneração pedidas pelos bancos muito altas. Hoje, a autoridade monetária fará mais uma tentativa de alongar o vencimento. Embora analistas do mercado de dívida considerem positivo o fato de o BC não alongar a dívida, pois assim ele reduz sua exposição cambial, os vencimentos cambiais freqüentemente têm agitado o mercado. A baixa demanda e as altas taxas cobradas nas duas últimas operações indicam desinteresse por parte do mercado em manter em suas mãos os títulos do governo. Investidores preferem fazer “hedge” (proteção cambial) com o dólar em papel-moeda, e não com papéis da dívida do governo. Além disso, há também uma pressão sobre a cotação por investidores que tentam otimizar seus lucros. A dívida, embora em dólares, é sempre liquidada em reais de acordo com a Ptax (mediana das taxas de câmbio calculada pelo BC) do dia anterior - no caso do próximo vencimento, amanhã.

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