Economia
Setor de atacado � atra��o para a baixa renda
Cícera Marcolino, autônoma com renda bruta de um salário mínimo, não compra gêneros alimentícios nos supermercados perto de sua residência faz mais de um ano. Desde então, pega o transporte alternativo e desembarca, uma vez por mês, na porta do Atacadão, à margem da Avenida Durval de Goes Monteiro. Frequenta o estabelecimento, pertencente ao grupo Carrefour, atraída pelas promoções e possibilidades de abastecer a despensa de sua residência pagando bem menos pelos produtos que precisa. ?Meu dinheiro não rendia. Não sobrava nada?, comentou, quinta-feira, quando localizada pela Gazeta de Alagoas. Calculadora pendurada no pescoço, a revendedora de cosméticos tinha acabado de ?investir? R$ 90,00 reais em produtos diversos, dentre os quais macarrão, leite, açúcar, feijão e sucos industrializados. ?É o suficiente para um mês de mesa farta lá em casa?, comentou, enquanto transferia as mercadorias para duas sacolas plásticas.