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Nº 5717
Economia

Safra de gr�os pode chegar a 110 milh�es de toneladas

Brasília - A próxima safra de grãos deverá ficar entre 104,9 milhões e 110,6 milhões de toneladas, volume inédito na história agrícola do País. O ministro da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, disse ontem que, na primeira hipótese, haverá um

Por | Edição do dia 24/10/2002 - Matéria atualizada em 24/10/2002 às 00h00

Brasília - A próxima safra de grãos deverá ficar entre 104,9 milhões e 110,6 milhões de toneladas, volume inédito na história agrícola do País. O ministro da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, disse ontem que, na primeira hipótese, haverá um aumento de 8,1% e, na segunda, de 13,9% sobre a última colheita, que ficou em 97,13 milhões de toneladas. A safra do ano passado estava estimada em 98,6 milhões de toneladas, mas foi reduzida por conta de uma quebra de 700 mil toneladas na colheita de trigo, devido a problemas climáticos. O ministro Pratini de Moraes disse que a próxima safra resultará de um plantio de 40,13 milhões a 41,8 milhões de hectares, praticamente a mesma área do ano passado. O ministro Pratini de Moraes disse que o aumento previsto para a safra 2002/03 virá basicamente do aumento da produtividade - mais de 70% nos últimos dez anos - embora a desvalorização cambial tenha elevado o preço dos insumos e provocado a redução da área plantada de algumas culturas, como o milho. O ministro criticou a elevação da taxa de câmbio, embora a exportação do agronégocio esteja sendo altamente beneficiada pela desvalorização do real frente ao dólar. “O aumento do dólar é ruim para o agronegócio porque eleva o preço de outros produtos e dos insumos no mercado interno, além de não se traduzir em aumento da produção. A elevação do câmbio só contribui mesmo é para a redução das importações”, afirmou. Pratini explicou que o aumento no preço da soja, por exemplo, que está beneficiando os exportadores, prejudica o suprimento interno de milho. Muitos produtores migraram para o cultivo da soja, reduzindo a oferta do produto. Além disso, como o preço do milho representa 50% do preço da soja, o custo do produto para os consumidores brasileiros (avicultores e criadores de suínos) acabou subindo muito e gerando problemas de abastecimento. “Atualmente temos problemas de suprimento no Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo e Nordeste”, observou. O ministro lembrou ainda que a alta do dólar está dificultando as importações de trigo pelos moinhos brasileiros. “Nossa expectativa é de que a taxa de câmbio volte ao normal depois das eleições”, afirmou. A lavoura de soja, seguida da de milho, continuará liderando o aumento da produção na próxima colheita, a exemplo da última safra. A previsão é de uma colheita entre 47,4 milhões de toneladas e 48,1 milhões de toneladas (13,2% ou 14,9% a mais sobre o ano passado) para a soja e de 37,08 milhões e 40,35 milhões de toneladas para o milho (crescimento de 5,3% ou 14,6%).

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