Economia
Taxa de desemprego � a maior desde 2000
O recuo da atividade industrial e o agravamento do quadro econômico geral do Brasil no mês de setembro elevou a taxa de desemprego para o pior nível desde fevereiro de 2000, atingindo 7,6%, dando destaque mais uma vez ao principal tema da campanha presidencial deste ano. Em agosto, a taxa média de desemprego registrada pelo IBGE foi de 7,2%, patamar considerado alto pelos economistas, que agora já não têm esperança de recuperação até o final do ano. Consideradas as influências sazonais, a taxa de desemprego em setembro ficou em 7,5%, acima da registrada em agosto, de 7,3%. Renda em queda O rendimento médio do trabalhador também caiu devido ao agravamento das condições econômicas do Pís, registrando em agosto valor médio de R$ 797,05, queda de 1,5% em relação a julho e de 2,6% em relação a agosto do ano passado. A taxa é apurada com um mês de defasagem em relação ao desemprego. A renda real do trabalhador, descontada a inflação no período, teve queda de de 4% nos primeiros oito meses do ano em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a região metropolitana de São Paulo registrou em setembro o maior nível de desemprego em 20 anos, subindo para 9,4%. São Paulo emprega 44% da força de trabalho das seis regiões metropolitanas pesquisadas para o índice. ?De agosto para setembro o desaquecimento da economia foi intensificado e houve uma piora generalizada nas taxas de ocupação, só o que cresceu foi o setor de serviços?, disse a jornalistas a economista do IBGE, Shyrlene Ramos de Souza. O setor de serviços registrou aumento de 0,5% de agosto para setembro, enquanto os empregos na indústria de transformação e comércio caíram 1,4% e na construção civil a queda foi de 1%.