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Nº 5758
Economia

Em dia de ajustes, d�lar despenca para R$ 3,80

O dólar comercial rompeu ontem o suporte de R$ 3,91, em que vinha se mantendo desde quinta-feira da semana passada e fechou na mínima do dia, em baixa de 2,81%, a R$ 3,80, a menor cotação desde o último dia 8. Na BM&F, todos os contratos futuros de dólar

Por | Edição do dia 25/10/2002 - Matéria atualizada em 25/10/2002 às 00h00

O dólar comercial rompeu ontem o suporte de R$ 3,91, em que vinha se mantendo desde quinta-feira da semana passada e fechou na mínima do dia, em baixa de 2,81%, a R$ 3,80, a menor cotação desde o último dia 8. Na BM&F, todos os contratos futuros de dólar também projetaram quedas de preços. O contrato de dólar para novembro, por exemplo, caiu 2,81%, para R$ 3,761. Assimilada a possibilidade de vitória do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência neste domingo, o mercado partiu para o ajuste das cotações. Segundo operadores, o dólar acompanhou a queda do risco-Brasil provocada pela recuperação dos títulos da dívida brasileira. Os investidores também foram motivados a vender dólares ontem pela oferta de títulos indexados à inflação feita pelo Tesouro. Embora o vencimento desses títulos seja apenas em 2005, o mercado absorveu toda a oferta de 1,5 milhão de papéis, à taxa de 9,45% ao ano, mais a variação do IGP-M no período. A expectativa de continuidade de queda do dólar também fez exportadores se anteciparem na venda. Boa parte dessa oferta foi absorvida por importadores, que aproveitaram os preços mais baixos da moeda americana. No mês, o ganho acumulado pela moeda americana em relação ao real é de 1,06%, mas no ano a alta ainda é grande, de 64,08%. A Bovespa mostrou vigor, resistindo às fortes quedas em Nova York. Enquanto o Dow Jones caiu 2,08% e a Nasdaq recuou 1,63%, o Ibovespa fechou em baixa de apenas 0,42%. O volume de negócios na Bovespa continua subindo e hoje ficou em R$ 994 milhões. Risco O risco-país brasileiro registrou mais uma baixa e fechou hoje a 1.826 pontos, em queda de 2,67%. Enquanto isso, o principal título brasileiro negociado no exterior, o C-Bond, subiu 2,26%, para 56,438% do valor de face. O atual risco-país brasileiro é o menor em mais de um mês -a última vez que o indicador esteve abaixo deste patamar foi em 16 de setembro, quando fechou a 1.782 pontos. Só em outubro, o risco diminuiu 24%. O Brasil tem hoje o quinto maior risco do mundo, atrás da Argentina, Nigéria, Uruguai e Equador.

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