Economia
Consumo de cosm�ticos avan�a nas classes C, D e E em Alagoas
O consumo de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos há tempos deixou de ser privilégio das classes mais favorecidas da sociedade. Comprar maquiagens, perfumes, hidratantes, esmaltes e outros tantos cremes para a pele, para os cabelos, para mãos e pés é hoje uma realidade também das pessoas que integram as classes C, D e E. Além de se tornarem consumidoras assíduas desse tipo de produto, essas pessoas que vivem na periferia das cidades também acabaram encontrando neles uma fonte de geração de renda. Os revendedores de grandes marcas de cosméticos estão por todos os bairros de Maceió e também nos municípios do interior de Alagoas. Estima-se que essa rede no Estado seja composta atualmente por 80 mil pessoas. Um verdadeiro exército da beleza que toma, diariamente, as ruas das cidades. Grande parte dos revendedores possui outro emprego e acaba complementando a renda com o negócio informal, mas muitas pessoas têm a venda direta desse tipo de produto como a única fonte de recursos. Quem sobrevive do comércio direto de cosméticos garante que o lucro é muito bom e que os negócios estão cada vez melhores. É o caso de Bruno Rodrigues, 25 anos, que está há seis meses no ramo e diz que, apesar do pouco tempo trabalhando com a venda de produtos de beleza e higiene pessoal, já conseguiu faturar até R$ 3 mil por mês. Antes de iniciar a venda de cosméticos, Bruno trabalhava em uma concessionária de veículos de Maceió. Há um ano ele deixou o emprego para fazer uma viagem ao exterior. Quando voltou, procurou, mas não conseguiu retornar ao mercado formal de trabalho. Foi aí que decidiu enveredar para a venda direta e autônoma de cosméticos.