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quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
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Economia

Pre�o do a��car dispara nos supermercados

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EDIVALDO JUNIOR Se depender do valor do açúcar, o café da manhã do brasileiro ficará mais amargo. Depois da disparada de preços do pãozinho e do leite, agora é a vez de um produto genuinamente alagoano ganhar destaque como vilão inflacionário. Nas últimas semanas, o açúcar chegou a aumentar mais de 50% nas gôndolas dos supermercados, país afora. Em Maceió, segundo a pesquisa Gape, o produto teve alta de quase 23% na última quinzena. O aumento de preços nas gôndolas é reflexo da alta do produto - ao contrário do que se imagina - no mercado nacional e não da cotação internacional do açúcar ou do câmbio. O açúcar terminou a semana, valendo cerca de US$ 160 na bolsa de Nova Yorque ? a mesma cotação de antes das eleições, ao contrário do dólar que despencou para menos de R$ 3,60. No mercado interno, no entanto, os preços dispararam. No começo de outubro, um saco de açúcar de 50 kg valia cerca de R$ 29. Hoje, segundo especialistas do setor, custa R$ 45. ?Nas últimas semanas realmente houve uma forte alta no preço do açúcar. Ainda não entendemos completamente as razões. No entanto, estamos tendo dificuldades para comprar açúcar abaixo de R$ 45?, admite Isnar Bastos Filho, diretor de uma das maiores empresas de comercialização de açúcar do Estado. Especulação O presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool em Alagoas (Sindaçúcar), Jorge Toledo, considera o preço atual do açúcar totalmente anormal e não vê razões para a alta. ?O açúcar é um produto de grande liquidez, assim como o trigo e a soja. Este aumento pode ter sido provocado por investidores que não são do setor, buscando no açúcar, neste momento de transição eleitoral, uma proteção para possíveis mudanças?, analisou. A boa notícia é que, ao menos, os preços se estabilizaram durante a semana, apontando, acredita Jorge Toledo, a retomada da normalização do mercado. ?Esses preços são ireais hoje. Nós estamos trabalhando dentro da normalidade, pois temos compromissos com os clientes tradicionais, a exemplo das indústrias de alimentos e bebidas ou dos grandes atacadistas?, enfatiza. Para Toledo, a disparada no preço do açúcar é sintomática e deve ser revertida em poucas semanas. ?Estamos visualizando a médio e longo prazos um mercado plenamente abastecido, com preços absolutamente normalizados?, analisou.

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