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Companhias a�reas reajustam passagens em 7,5%

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São Paulo - As principais companhias aéreas do Brasil reajustaram ontem os preços das passagens em 7,5%, em média, repassando o aumento de 14,8% do preço do querosene de aviação anunciado pela Petrobras na última sexta-feira. Os novos preços já entraram em vigor nos vôos da madrugada. A Varig, Rio-Sul e Nordeste elevaram a tarifa em 7,5%. A ponte-aérea Rio-São Paulo subiu de R$ 287 para R$ 309. O trecho São Paulo-Porto Alegre saltou de R$ 399 para R$ 429. Já a TAM informou que o aumento foi de 7,53%. A Vasp diz que reajustou as passagens aéreas em 7,48% em média. A Gol ainda não se manifestou. No mês passado, o reajuste das tarifas aéreas foi de 16%. O combustível é responsável por 25% dos custos do setor aéreo. Esperados Os aumentos já estavam previstos desde sexta-feira, quando a Petrobras anunciou a alta do querosene e de outros combustíveis. No mês passado, a Petrobras já havia aumentado o preço do querosene de aviação em 16% e as empresas repassaram para o consumidor o reajuste integral. Desta vez, temendo o impacto dos preços na alta temporada (que se inicia em dezembro), elas decidiram repassar metade do aumento. O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) calcula que o querosene de aviação subiu 137% de janeiro a novembro. No mesmo período, o preço da gasolina aumentou 46,7% e o diesel, 58%. De acordo com o sindicato, de janeiro de 1999 a novembro de 2002 o preço do querosene de aviação subiu 838%. No período, os reajustes para a gasolina e o diesel foram de 316% e 317%, respectivamente. O Snea distribuiu comunicado ontem afirmando que a política do governo federal em relação ao querosene é ?discriminatória?, já que os outros derivados de petróleo tiveram reajustes menores. O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) entrou com representação na Secretaria de Direito Econômico (SDE) contra a Petrobras por aumento ?abusivo? do querosene, mas até agora não teve resposta.

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