app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 5750
Economia

Liquida��o do Nacional provoca rombo de R$ 7 bi

Brasília - O Banco Nacional deixará como prejuízo aos cofres públicos aproximadamente R$ 7 bilhões. O Banco Central (BC) parece ter encontrado uma solução para o caso do Nacional, há mais de sete anos sob intervenção federal. A diretoria do BC pretende e

Por | Edição do dia 05/11/2002 - Matéria atualizada em 05/11/2002 às 00h00

Brasília - O Banco Nacional deixará como prejuízo aos cofres públicos aproximadamente R$ 7 bilhões. O Banco Central (BC) parece ter encontrado uma solução para o caso do Nacional, há mais de sete anos sob intervenção federal. A diretoria do BC pretende encerrar ainda neste ano os processos de liquidação extrajudicial além do Nacional, dos bancos Econômico e Mercantil de Pernambuco. Outras três instituições - Pontual, Banfort e Crefisul - já tiveram sua falência requerida. No total, esses seis bancos deixarão um rombo de cerca de R$ 9,3 bilhões para o Banco Central. Desse valor, R$ 8,3 bilhões já foram provisionados pelo BC. O BC vai ‘’levantar’’ (transformar em dinheiro) todos os ativos restantes da instituição e pagar o máximo possível aos credores, entre os quais o próprio BC, o maior deles. A expectativa do BC é iniciar o encerramento da liquidação no mês que vem, que se estenderia por 2003. ‘’O Banco Central não recebeu tudo, não ficou satisfeito, mas vai encerrar a liquidação porque não tem mais como prosseguir”, disse o diretor de Liquidações e Desestatização do BC, Carlos Eduardo de Freitas. O BC espera começar, até o fim do ano, o encerramento da liquidação do Econômico. O controlador da instituição, Ângelo Calmon de Sá, propôs ao BC, dias atrás, pagar tudo o que deve. O BC analisa a oferta. O Econômico deve R$ 9,7 bilhões ao BC. Dos três grandes bancos socorridos pelo governo no âmbito do Proer (programa de reestruturação do sistema financeiro), o caso do Bamerindus é o mais complicado. Segundo Freitas, o FGC (Fundo Garantidor de Créditos), que protege investidores e correntistas da eventual quebra de um banco (um dos maiores credores do Bamerindus), reluta em aceitar o modelo proposto para o banco, o mesmo usado para encerrar a liquidação do Nacional.

Mais matérias
desta edição