Economia
Defici�ncia do transporte p�blico torna hor�rio de trabalho flex�vel
Ao contrário do relacionamento absolutamente profissional entre patrões e empregados, na maioria dos lares da parte baixa da capital, Sandra Calixto conta com a compreensão dos patrões quando o serviço de transporte público inviabiliza sua chegada ao trabalho no horário previamente combinado. Embora disponha do dinheiro correspondente a duas passagens por dia, o ônibus que conecta o bairro do Clima Bom I, na região do Tabuleiro, à Jatiúca geralmente chega com atraso ao seu destino. ?A viagem de uma hora dura duas horas e meia, às vezes?, explica Sandra. Quando o ônibus atrasa ou simplesmente não passa, Sandra alerta para a possibilidade de atraso, e desfruta de compensações que implicam na elevação dos gastos dos patrões. ?Quando há problema, a gente pega o carro e vai buscá-la, resgatá-la perto de casa?, explica Manoella, para quem o esforço (traduzido em gasto de combustível e utilização de tempo, que seria utilizado em outros afazeres) vale a pena por um motivo bem simples: confiança e profissionalismo demonstrados pela colaboradora.