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Estiagem j� matou 30% do rebanho no Estado

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Se quase 20% da população sertaneja não têm sequer o que comer, os outros 80% tentam minimizar os efeitos da seca com os R$ 25 milhões do governo federal que chegam a Alagoas através de programas como o Bolsa Estiagem ou em forma de farelo de milho e de soja que é fornecido pela União para alimentação animal. Outros R$ 5 milhões são desembolsados pelo governo estadual com carros-pipa, recuperação de barragens e compra de bagaço de cana-de-açúcar também para alimentação animal. ?De todos esses, o mais emergencial e o que surte mais efeito é justamente o carro-pipa, porque leva água para quem não tem o que beber?, informa o secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Luís Napoleão Casado. Segundo ele, cerca de 15% do rebanho alagoano, estimado em um milhão de cabeças ? de acordo com o censo mais recente da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal) ?, morreu vítima da estiagem. Somado às mortes prematuras ? aquelas em que o proprietário antecipa o abate para minimizar as perdas ?, o percentual beira os 30 pontos, informa o secretário. E o que fazer para manter os animais vivos sem alimento? ?A pergunta é excelente, mas a resposta é muito difícil?, lamenta o pecuarista Cícero Alcântara, que presenciou pela primeira vez na vida um caminhão carregado de ossos sair de sua fazenda localizada em Jacaré dos Homens. Em pouco tempo, ele viu seu rebanho minguar de pouco mais de mil cabeças para cerca de 700. ?Toda semana morrem, em média, quatro animais?, informou.

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