Economia
Pre�o da farinha tem reajuste de at� 400%
Cinco meses atrás, o comerciante João Caires Manoel comprava e revendia sem quaisquer dificuldades, no mercado público do bairro da Levada, 15 sacos de farinha pesando 50 quilos cada. Pagava, em média, R$ 50 pela unidade. Lucrava até 60% sobre o valor investido em cada fardo, geralmente comprado de produtores agrestinos ou daqueles que processam mandioca na Região Norte. ?Era uma beleza, meu amigo. Pagava R$ 1 pelo quilo do produto e o revendia por R$ 1,60. Tinha 60% de lucro em cada quilo da farinha grossa, que é a mais barata?, recorda o negociante. O cenário de fartura, graças à farinha produzida no interior das Alagoas, chegou ao fim cinco meses atrás, quando os fabricantes deram o aviso: haveria elevação no preço do produto em razão da drástica redução de matéria-prima. Não deu outra. Mês a mês, o fabricante foi impondo elevação no preço do produto, repassado, no início deste mês, por impressionantes R$ 220. Ou seja: com ágio superior a 400%, se comparado ao valor ainda praticado no segundo semestre de 2012. ?Nunca vi, em mais de vinte anos vendendo cereais aqui no mercado, farinha custar tão caro assim. Transformou-se em produto de luxo?, diz.