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“Medida � inexpressiva para Alagoas”, diz setor

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A decisão do governo de reduzir a incidência de PIS e Cofins para o etanol, anunciada ontem, pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, não foi bem recebida pelas usinas de cana-de-açúcar alagoanas. Ontem, o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool do Estado de Alagoas (Sindaçúcar), Pedro Robério Nogueira, disse que em função do que considera um descompasso econômico ? ?tanto em relação à gasolina quanto por conta da seca? ? a medida tem pouca expressão em relação a Alagoas e ao Nordeste. Mantega informou que o governo vai reduzir a incidência de PIS e Cofins para o etanol, que atualmente é de R$ 0,12 por litro. ?Vamos dar crédito de PIS e Cofins correspondente a esse valor e, assim, vamos neutralizar seu impacto?, explicou para a Agência Estado. ?É como se fosse zero [a incidência desses tributos] e a indústria vai ter estímulo adicional para se expandir?, considerou. A renúncia aos cofres públicos com a medida este ano será de R$ 970 milhões e nos demais anos, de R$ 1,181 bilhão. ?Estamos falando de um valor [de desoneração] de R$ 0,12 se fosse nominal, mas como tem margem da distribuidora, ninguém sabe quanto a distribuidora vai permitir transferir para o produtor?, ressaltou Pedro Robério, acrescentando que no caso de Alagoas não há expressão de volume sequer para compensar o crédito. ?No caso nosso, temos uma grande parcela que é exportada ? parcela exportada acumula crédito, isso nós vamos até perder?.

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