Economia
Infla��o est� sob controle, diz presidente
Rio de Janeiro ? A inflação de junho voltou a surpreender o mercado. A expectativa era de alta de 0,36% a 0,57%, segundo projeção de economistas. Mas o IGP-10 trouxe alta superior às estimativas, de 0,63%, após deflação de 0,09% em maio. Os alimentos voltaram a ficar mais caros no atacado e o reajuste de salários na construção civil em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Brasília contribuíram para elevar o indicador. Em evento no Rio, a presidente Dilma Rousseff minimizou declarações recentes sobre a perda de controle da inflação pelo governo. ?Hoje, ela está sob controle. Ontem, ela estava sob controle e ela continuará sob controle?, disse a presidente, para, em seguida, afirmar que não deve ser dado ?ouvidos aos que jogam no quanto pior, melhor?. A leitura dos dados do IGP-10, no entanto, não apontam nesse sentido. E a expectativa é de que, seguindo movimento no atacado, a variação dos preços dos alimentos avance ainda mais no curto prazo no varejo e atue como mais uma fonte de corrosão do orçamento das famílias. ?O trigo [de -2,22% para 1,88%] é o que mais perigo leva para o varejo, por causa da sua capacidade de contaminação de preços pelos seus derivados?, destacou o economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) André Braz. Mas o trigo não é a única fonte de pressão de preços no atacado. Ainda na cadeia produtiva, de maio para junho, ganhou ritmo a inflação dos alimentos in natura (de -0,37% para 0,91%), como a batata inglesa (de 8,78% para 16,16%), destaque de aceleração no grupo alimentação; assim como da soja (de -0,40% para 9,61%); e do farelo de soja (de 0,75% para 14,12%), por causa de uma perspectiva de safra ruim do grão nos Estados Unidos.