Economia
Defla��o do setor registrou 18,86%
No acumulado de janeiro a maio, a energia para fins residenciais registrou deflação de 18,86%, no IGP-DI, calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV). ?Com a queda de preço, a tendência é haver aumento do consumo de luz. Pode ser que o efeito não seja tão imediato, mas ele vem?, diz o superintendente adjunto de Inflação do Ibre/FGV, Salomão Quadros. Segundo Renato Meirelles, presidente do Data Popular, as principais companhias de distribuição de energia encomendaram pesquisas sobre os impactos da redução das tarifas. ?O consumidor entendeu que a redução foi boa para o bolso dele e relaxou um pouco no consumo?, comentou. CONSUMIDOR Outro dado das pesquisas é que o consumidor não está aproveitando a redução na conta de luz para economizar. Nas palavras de Meirelles, o principal efeito foi melhorar a ?qualidade de vida?, o que significa tomar banho quente mais longo ? o principal método de aquecimento da água no país é o chuveiro elétrico ? e acumular menos roupa para lavar na máquina. A indústria de produção e transporte de eletricidade também já responde à expansão do consumo. No primeiro trimestre, foi uma das que puxaram a alta de 9,8% na produção industrial da categoria de uso bens de capital frente a igual período de 2012. Foram produzidos mais transformadores, geradores, medidores de consumo de energia elétrica e disjuntores. Com isso, aumentou em 3,8% a fabricação de bens de capital para energia de janeiro a março deste ano, alta que prosseguiu em abril. FN/VN