Economia
D�lar fecha cotado a R$ 2,163
São Paulo, SP ? Mesmo após o Banco Central ter injetado US$ 4,494 bilhões no mercado ontem, a moeda americana fechou em leve alta, em meio a preocupações com uma possível redução de estímulo econômico nos EUA. O dólar à vista ? referência para as negociações no mercado financeiro ? teve valorização de 0,11%, fechando o dia cotado em R$ 2,163 na venda ? maior nível desde 1º de maio de 2009, quando estava em R$ 2,174. O dólar comercial ? utilizado no comércio exterior ? subiu 0,55% no dia, para R$ 2,178. A moeda começou o dia com avanço de mais de 1%, forçando o BC a interferir no mercado de câmbio por duas vezes. Desde o dia 4 deste mês, foram oito intervenções. A autoridade promoveu entre 9h50 e 10h20 (horário de Brasília) dois leilões de swap cambial tradicionais, que equivalem a venda de dólares no mercado futuro. A medida visava conter o avanço da moeda, que atingiu R$ 2,186 logo depois da abertura dos negócios. Na primeira operação, foram vendidos todos os 60 mil contratos ofertados, com vencimentos em 1º de agosto e 2 de setembro de 2013, por US$ 2,994 bilhões. Outros 40 mil contratos, com vencimentos em 2 de setembro e 1º de outubro de 2013, foram ofertados no segundo leilão do dia. Desse total, 30,2 mil contratos foram vendidos, por US$ 1,5 bilhão. Ontem, a autoridade monetária nacional já havia interferido no mercado de câmbio, também através de leilão de swap cambial tradicional, quando a moeda americana chegou a R$ 2,178 no mercado à vista. Outras cinco operações como essa foram realizadas desde o dia 4 deste mês. Além disso, o governo também zerou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre os investimentos de estrangeiros em renda fixa no país e sobre os derivativos cambiais (mercado futuro de dólar). Todas essas medidas foram tomadas para tentar conter o avanço do dólar em relação ao real. Segundo operadores ouvidos pela reportagem, no entanto, a tendência do dólar continua sendo de alta, enquanto durarem as incertezas sobre a permanência dos estímulos econômicos nos EUA. Hoje, sai decisão do Fed (BC norte-americano) sobre a taxa de juros do país, que é hoje praticamente zero, e o presidente da instituição, Ben Bernanke, fará um novo pronunciamento. Embora investidores não apostem em mudança imediata dos juros, esperam encontrar, na fala de Bernanke, sinais mais claros sobre a manutenção ou não dos estímulos monetários no país. O BC dos EUA recompra, mensalmente, US$ 85 bilhões em títulos públicos a fim de injetar recursos na economia. ?