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D�lar comercial fecha cotado a R$ 2,22

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São Paulo, SP ? A proximidade do início do corte nos estímulos econômicos nos Estados Unidos alimentou um forte clima de aversão ao risco entre os investidores ontem, aumentando a procura pelo dólar, que é considerado uma aplicação mais segura. Com isso, o dólar à vista ? referência para as negociações no mercado financeiro ? fechou o dia em alta de 0,67%, para R$ 2,177 na venda. Ao longo desta quarta-feira, a moeda chegou a atingir R$ 2,224 na venda, alta de 2,8%. Já o dólar comercial ? utilizado no comércio exterior ? subiu 1,92%, cotado a R$ 2,22 na venda. O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, manteve seu programa de compra de US$ 85 bilhões em títulos para estimular a economia, mas afirmou que os riscos para o crescimento do país diminuíram. O presidente do Fed, Ben Bernanke, disse que a autoridade vai começar a diminuir o ritmo de compras mensais de títulos públicos ainda neste ano, diante da persistente melhora nos indicadores econômicos dos EUA. Segundo Bernanke, o programa de estímulo deve ter fim na metade de 2014, caso as projeções econômicas se confirmem até o período. ?O mercado se assustou com a proximidade do corte nos estímulos. Embora não tenha definido uma data exata para começar a reduzir suas compras de títulos, o Fed disse que deve concluir esse processo na metade do ano que vem. Está perto. Ele basicamente disse que vai deixar de injetar cerca de US$ 1 trilhão na economia americana ? e, consequentemente, global ? em um prazo de 12 meses?, avaliou o economista André Perfeito. Para especialistas, o segundo passo do Fed após o corte nos estímulos seria a elevação do juro básico nos EUA, o que deixaria os títulos do Tesouro americano, remunerados pela taxa e considerados de baixo risco, mais atraentes aos investidores globais do que aplicações em emergentes. ?Esse processo reduziria o volume de dólares no mercado mundial. Isso também diminuiria a já fragilizada entrada da moeda americana no Brasil, pressionando a cotação do dólar para cima?, explica Waldir Kiel, operador da H.Commcor. ?

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