Economia
Natal de 2002 ser� de produtos nacionais e pre�os 5% mais caros
Os produtos nacionais vão dar o tom das vendas de Natal do setor supermercadista deste ano, segundo o presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), José Humberto Pires de Araújo. Mesmo com a substituição dos importados pelos nacionais, os produtos deverão chegar às gôndolas 5% mais caros. Mas os reajustes deverão variar de acordo com o produto e com a rede de supermercados. Segundo Araújo, a pressão de preços por parte dos fornecedores existe. Mas os supermercados estão negociando ??exaustivamente?? para minimizar os repasses para o consumidor. Dessa forma, segundo ele, os reajustes poderão ser diluídos entre os produtos. Pesquisa feita pela Abras mostra que o Natal de 2002 será marcado pela venda de bebidas nacionais, frutas frescas, carnes, panetones, vinhos, cerveja e refrigerante. Todos os itens são nacionais. Araújo disse que embora os empresários do setor tenham mostrado a disposição de elevar em 15% as compras de aves (chester, peru e frango temperado) em relação ao Natal de 2001, esse número só será confirmado mais tarde. ??A compra de aves é feita na véspera. São produtos que ocupam muito espaço nas lojas e que são vendidos na última hora. O setor deixará para comprar aves na última hora e aproveitar os preços do momento.?? No lado contrário, a pesquisa mostrou que os supermercados comprarão menos brinquedos, frutas secas, vinhos importados e outros itens estrangeiros em geral. Apesar da retração no faturamento do setor, que até setembro estava 0,36% superior ao mesmo período do ano passado, a Abras aposta num aumento de 2% nas vendas de dezembro em relação ao mesmo mês de 2001. Graças ao bom desempenho de dezembro, o setor fechará o ano com um crescimento real de 1% em relação a 2001, quando o faturamento do setor foi de R$ 72,5 bilhões. Além da sazonalidade de dezembro (vendas de Natal), o consumidor contará com o dinheiro do 13º salário e das parcelas da correção do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para gastar nos supermercados. ??Esse dinheiro todo não será direcionado para o consumo, pois boa parte dos consumidores tende a usar os recursos para pagar dívidas??, disse Araújo.