Economia
M�nimo elevar� gasto em R$ 1,5 bi
São Paulo, SP ? O aumento dos preços acima da previsão da inflação enviada ao Congresso pelo governo no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) para elaboração do Orçamento de 2014 deverá levar a União a gastar cerca de R$ 1,5 bilhão a mais com pagamentos de despesas atreladas ao salário mínimo. Para o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, autor do cálculo, o gasto adicional, se confirmado, decorrerá da diferença entre a inflação efetiva no fim do ano pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado no ajuste do salário mínimo, e a taxa prevista pelo governo na LDO. Em 15 de abril, o Executivo enviou ao Congresso, junto com o projeto de orçamento, previsão de reajuste do mínimo com base em inflação pelo INPC de 5,20%. Esta taxa encontra-se abaixo da mediana de 5,93%, no encerramento de 2013, das expectativas do Boletim Focus do Banco Central. ?Vale ressaltar que no dia 15 de abril a previsão para o INPC de 2013 na Focus era de 5,73%?, observa Agostini. Pela proposta, com o mínimo sendo reajustado em janeiro com base na inflação de 5,20% mais variação de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, de 0,90%, os gastos da União com despesas atreladas ao mínimo subiriam de atuais R$ 206 bilhões para R$ 218,5 bilhões. DESLOCAMENTO Se o INPC fechar mesmo em 5,93%, os gastos saltariam para R$ 220 bilhões, ou R$ 1,51 bilhão a mais que o previsto. Neste caso, os recursos para o pagamento adicional de despesas atreladas ao mínimo teriam de ser deslocados de outras áreas. A despesa da União no valor de R$ 220 bilhões, segundo o economista, cobre também gastos com o deficit geral de Previdência Social, benefício da Renda Mensal Vitalícia, Lei Orgânica de Assistência Social e o Fundo de Amparo ao Trabalhador. ?É importante destacar que a cada aumento de R$ 1 no salário as despesas da União sofrem impacto adicional de R$ 303,7 milhões, conforme mostra o próprio projeto da LDO?, destaca.