Economia
Aprendiz utiliza conhecimentos TE�RICOS
Anne Caroline Martins Tavares, aluna do 8º período de Engenharia Civil, faz parte de diminuto grupo de cinco mulheres que disputam vagas no mercado de trabalho com outros 45 colegas de faculdade. Aprendiz que trabalha na construção de prédio de alto padrão, ela utiliza conhecimentos teóricos, mas também aprende com pedreiros e mestres de obras. ?Além das diferenças entre teoria e prática, preciso de iniciativa para resolver problemas inesperados, como aqueles ligados à anotação da produção dos operários?, comenta, ressaltando a importância da troca de experiência com seu superior imediato e também com a turma que bota a mão na massa para erguer as duas torres com 57 apartamentos. Há um ano e meio, Anne é uma das colaboradoras da Construtora Humberto Lôbo e aplica seus conhecimentos no VC Stella Maris, empreendimento de alto padrão e cujos imóveis têm mais de 100 metros quadrados de área. Ciente do momento promissor da construção civil, em todo o país, Anne Caroline recebe R$ 1.200 e mira o que já foi o alvo de seu colega, o engenheiro Rafael Cruz Lima, efetivado depois da formatura e com remuneração inicial de nove salários mínimos, o piso da categoria, pouco mais de R$ 6.100 brutos. RETORNO Atento ao diálogo de seus subordinados com a Gazeta, o engenheiro civil Flávio da Cruz Torres explicou que, dez anos atrás, ele precisou mendigar estágios em empresas da capital. ?Era difícil e praticamente não havia retorno financeiro?. Atualmente, comenta o profissional, o cenário é muito diferente. Embora aprendizes, os estudantes chegam aos canteiros de obra para trabalhar e produzir bastante, razão pela qual são remunerados acima do que ganha um humilde assalariado. ?Importante destacar que há pedreiro e mestre de obras que ganham muito bem também, à medida elevam sua produção?, reforça Rafael Cruz, formado há cinco anos.