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Com�rcio tem receita l�quida de R$ 2,1 trilh�es

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Rio de Janeiro, RJ ? Em 2011, o comércio registrou receita líquida de R$ 2,1 trilhões, um crescimento de dois dígitos (10,53%) em relação ao ano anterior, mas em ritmo um pouco menor do que os 14,2% verificados na passagem de 2009 para 2010 ? que já haviam feito a atividade superar o patamar de antes da crise de 2008. De acordo com a Pesquisa Anual do Comércio, divulgada ontem, o setor empregou 9,8 milhões de pessoas. Se estivesse reunido em um mesmo município, este contingente representaria a segunda mais populosa cidade do país, atrás apenas de São Paulo, que tem em torno de 11 milhões de habitantes. Em relação ao ano anterior, a atividade adicionou 400 mil empregados. Esses trabalhadores receberam, naquele ano, R$ 130,2 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. O levantamento foi feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base numa amostragem de mais de 80 mil estabelecimentos. O instituto estima em 1,571 milhão a quantidade de empresas comerciais. O IBGE divide a atividade em dois segmentos: varejista e atacadista. A maioria dos estabelecimentos (79,7%) e de pessoas ocupadas (73,6%) está no comércio varejista que segue puxando a receita do setor. Mas é das vendas no atacado que vem a maior parcela da receita operacional líquida (40,8%). Três segmentos se destacam na atividade varejista: hipermercados e supermercados; combustíveis e lubrificantes; e lojas de departamento, eletrodomésticos e móveis. Juntas, responderam por mais da metade (56%) da receita líquida de revenda total do varejo em 2011 (24,5%, 16,8% e 14,7%, respectivamente). Apesar da elevada contribuição na receita, elas representaram apenas 16,5% do total das empresas do segmento.

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