Economia
Mantega recebe cr�ticas da oposi��o na C�mara
Brasília, DF ? O ministro Guido Mantega (Fazenda) ouviu ontem duras críticas da oposição, que chegou a sugerir sua demissão. Durante audiência de mais de cinco horas com o ministro na Câmara de Deputados, parlamentares criticaram desde o baixo crescimento e a inflação alta até a falta de credibilidade das contas públicas e a pequena entrada de turistas estrangeiros no país. Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi o mais enfático. Ele disse que, por causas de erros de projeção para o crescimento, Mantega estaria demitido, se estivesse em empresa privada. Segundo o parlamentar, os problemas atuais do Brasil derivam de uma crise de confiança no país, e não de uma crise internacional. ?A crise tem nome e sobrenome: chama-se Dilma e chama-se Guido Mantega?. O ministro rebateu as críticas dizendo que, em seu mandato, a inflação sempre ficou no limite previsto no regime de metas. Ele negou a manipulação das contas públicas e afirmou que todas as operações do Tesouro são feitas na legalidade e publicadas no Diário Oficial da União. O ministro citou ainda o bom desempenho do mercado de trabalho, com baixa taxa de desemprego e aumento da renda. Questionado acerca de boatos sobre sua possível demissão, Mantega disse que não passam de fofocas de pessoas que querem enfraquecer o governo. ?Num momento de turbulência [internacional], você colocar suspeitas sobre a equipe econômica é aumentar a turbulência?, disse. Ao defender a política econômica do governo, Mantega destacou, ainda, que, nas manifestações realizadas no país, não houve reclamações contra falta de emprego ou de ?descontrole da economia?. Para o ministro, o crescimento abaixo do previsto é reflexo da crise internacional. ?O deputado Rodrigo Maia ignora a crise. Eu gostaria que não tivesse crise. Esse é o mundo do deputado?. Deputados da base aliada, como o líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE), e Zeca Dirceu (PT/PR), fizeram coro aos argumentos de Mantega. ?Talvez esse ?frisson? seja por conta da disputa [eleitoral] de 2014, mas o nosso governo está seguro?, disse Guimarães. ?